Data da postagem: 06/11/2020

Implantodontia: um mergulho nessa especialidade!

Entenda o histórico de evolução da Implantodontia desde a Antiguidade até os dias atuais e entenda os avanços importantes para que essa especialidade se tornasse tão segura e eficaz!

A dentição tem funções de extrema importância para os seres humanos, como mastigação, fonação e estética. Exatamente por conta da sua importância, a perda desses elementos provoca diversos transtornos para a saúde em geral do paciente.

A Implantodontia tem se mostrado uma técnica eficaz, segura, reproduzível e estável, desde que bem executada e bem planejada. Mas você conhece o histórico e evolução dessa especialidade tão relevante atualmente? Continue lendo este blog e descubra!

A Odontologia se confundia com o início da medicina em geral, pois antigamente estas áreas não eram distintas. Estudos de civilizações antigas podem confirmar a importância da dentição. Segundo Cohen et al. (2003), desde essas civilizações já eram observados o uso de materiais distintos para a substituição de dentes perdidos.

A evolução da Implantodontia, entretanto, pode ser observada em períodos diferentes que percorrem desde o período Antigo ao Período Contemporâneo.

Implantodontia na Antiguidade

No período antigo, entre as dinastias egípcias e as culturas pré-colombianas, foram encontradas algumas tentativas de implantar dentes perdidos fazendo uso de dentes esculpidos em marfim e dentes de animais. Ainda na cultura egípcia, a reposição de dentes era realizada antes da mumificação.

Já avançando para o período medieval, na Europa, essa especialidade estava restrita ao transplante de dentes humanos, que era realizado entre pacientes por cabelereiros-cirurgiões. A prática foi modificada a partir do século XVIII, devido aos riscos de contaminação bacteriana e de infecção que eram constantemente relatados.

Avançando um pouco mais e chegando a 1800, a Implantodontia teve de fato seu início, começando efetivamente na América. As tentativas de reposição de dentes eram feitas com materiais como ouro, porcelana, madeira e diferentes metais (platina, prata, estanho).

Em 1809, Maggilio utilizou um implante em ouro em um sítio de extração, sendo que a prótese era realizada apenas após a cicatrização tecidual. Segundo Cohen et al. (2003), em 1888, Berry começava a elaborar alguns princípios sobre biocompatibilidade e de estabilidade, além de enfatizar a importância do uso de materiais seguros para evitar qualquer risco de infecção.

Até 1952, todas as técnicas de implantes resultaram em fracassos terapêuticos a médio ou curto prazo, até que o professor Per-Ingvar Bränemark, em uma pesquisa que realizava sobre micro vascularização, inseriu microcâmeras de titânio em tíbias de coelhos e, ao realizar a remoção destes dispositivos, notou que eles estavam integrados ao tecido ósseo vivo, e percebeu que este material possui a capacidade de aderir ao tecido sem que reações adversas ocorressem.

Este fenômeno foi definido como osseointegração. Ainda com base nesta mesma observação, ele desenvolveu cilindros personalizados para serem implantados em tíbia de coelhos e cães. O que, mais tarde, veio a se tornar uma base segura para receber próteses fixas de longa duração em maxila e mandíbula para aplicação humana.

A descoberta de Bränemark é considerada um marco para a Implantodontia até os dias atuais. Desde então, diversos avanços foram incorporados para garantir uma técnica mais segura, eficaz e estável a longo prazo.

Dentre esses avanços, a Radiologia tem auxiliado em diversos momentos, principalmente no que diz respeito ao planejamento cirúrgico com as radiografias panorâmicas e as tomografias computadorizadas.

Mas você sabe qual a técnica mais indicada para a Implantodontia? Ou mesmo qual a sua influência na previsibilidade dos resultados clínicos?

Para sanar estas e outras dúvidas, elaboramos um e-book exclusivo!

 


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