A precisão do planejamento cirúrgico em periodontia com a tomografia computadorizada

Quando falamos de precisão em diagnósticos para planejamento cirúrgico, certamente a tomografia computadorizada de feixe cônico se destaca no cenário odontológico, devido ao detalhamento das imagens.

Por isso, neste artigo, veremos um pouco sobre a eficácia proporcionada pela tomografia computadorizada e as vantagens obtidas pelo cirurgião na hora do diagnóstico.

 

Planejamento Cirúrgico Periodontal

O diagnóstico categórico no planejamento cirúrgico periodontal tem o propósito de determinar as relações entre tecidos duros e moles, como: distância entre margem gengival e crista óssea – visto neste artigo, crista óssea e junção cemento-esmalte, além de mostrar a espessura gengival e óssea.

É sabido que este planejamento se mostra ser de grandíssima importância ao determinar a extensão e gravidade das lesões periodontais quando buscamos um diagnóstico preciso, que por ventura resultará no tratamento correto.

Um estudo revelou que a tomografia computadorizada de feixe cônico (CBCT) tem acurácia comprovada de 0,1 mm na medição da espessura de tecido mole.

Vamos ver alguns cenários onde a tomografia computadorizada demonstra otimização e precisão.

 

Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico e Medição de Altura e Espessura Óssea Alveolar

A determinação da espessura e altura óssea alveolar, que não podem ser medidas em radiografias convencionais, pode auxiliar no planejamento de cirurgias estéticas e de reabilitações com implantes em dentes anteriores.

Nos casos de correção de sorriso gengival, por exemplo, identificar a relação entre a junção cemento-esmalte e a crista óssea pode auxiliar no diagnóstico e no planejamento cirúrgico.

Como exemplo em um estudo, dezoito indivíduos saudáveis foram selecionados aleatoriamente, a partir de candidatos para a colocação de implante imediato na região anterior da maxila, o intuito era medir a espessura óssea vestibular e palatina aos dentes anteriores superiores em imagens CBCT e compararam com as medidas clínicas diretas, para determinar a confiabilidade e precisão do CBCT.

Depois da extração, a espessura do osso vestibular foi medida a 1 mm, 4 mm e 8 mm a partir da crista óssea. A espessura do osso palatino também foi medida a 1 mm e 4 mm a partir da crista óssea. As mesmas medições foram realizadas em imagens de CBCT pré-cirúrgicos.

Na CBCT, as medições foram comparadas com as medições diretas e a sua precisão e confiabilidade foram avaliadas pelo coeficiente de correlação de Pearson e coeficiente de correlação intraclasse, respectivamente. A largura média de osso vestibular foi de 0,50 ± 0,32 mm e 0,76 ± 0,37 mm para medições diretas e tomográficas.

A espessura média do osso palatino foi de 1,16 mm ± 0,53 mm e 1,41mm ± 0,51 mm, para medidas diretas e tomográficas.

 

Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico e Tratamento de Lesões de Furca

Da mesma forma, quando a doença periodontal atinge a área de bifurcação dos dentes causando as lesões de furca, podem se tornar uma difícil avaliação e diagnóstico. E a tomografia computadorizada é um grande auxiliar ao determinar a extensão da perda óssea.

Avaliaram em um estudo o efeito da terapia regenerativa para o tratamento de envolvimentos de furca de molares inferiores com CBCT.

38 envolvimentos de furca em molares inferiores foram incluídos e divididos aleatoriamente em dois grupos. O grupo experimental recebeu regeneração tecidual guiada com enxerto ósseo e o grupo controle, apenas a cirurgia de raspagem.

O exame clínico e o exame CBCT foram realizados no início e no pós-operatório de um ano. Os dados clínicos e tomográficos de ambos os grupos não foram estatisticamente diferentes no exame inicial.

Após um ano, os parâmetros clínicos de ambos os grupos foram significativamente melhorados, exceto para recessão gengival, e o grupo experimental mostrou significativamente maior ganho do osso nas direções vertical e horizontal em comparação com o grupo controle.

Nesse estudo o efeito da cirurgia para regeneração tecidual guiada e enxerto ósseo para o tratamento de envolvimentos de furca de molares inferiores foi significativamente melhor do que o da cirurgia de retalho e a CBCT pôde refletir as alterações ósseas horizontal e vertical da área de bifurcação, sendo mais abrangente do que periapicais tradicionais.

 

Uma opção inovadora no planejamento cirúrgico periodontal

No planejamento de cirurgias periodontais como tratamento de defeitos ósseos, lesões de furca, reestabelecimento de espaço biológico ou em reabilitações estéticas, como o tratamento de sorriso gengival, a CBCT pode ser um valioso recurso adicional no planejamento.

Sendo assim, a utilização da tecnologia tem se mostrado muito útil na prática clínica, uma vez que as imagens tridimensionais da tomografia computadorizada demonstraram eficácia superior a radiografia convencional. E consequentemente tornando-se um grande aliado do planejamento cirúrgico.

 

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